Vinci - Loucos por vinho

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    JEREZ

    Jerez é um vinho fortificado produzido na região de Jerez de la Fronteira, na Espanha. Esse tipo de vinho é conhecido também por xérés ou sherry, podendo ser seco ou doce, bebido sozinho ou na preparação de coquetéis. 

    É um vinho espanhol complexo que pode ser encontrado em diversos estilos como o Fino, Oloroso, La Manzanilla e Pedro Ximenez.

    Terroir

    A produção do estilo de vinho Jerez acontece na Espanha, na baixa Andalucia, e apenas três cidades são autorizadas a produzir este vinho: Jerez de La Frontera, Sanlúcar de Barrameda e El Puerto de Santa Maria.

    O terroir onde são cultivadas as uvas para a produção deste estilo de vinho é bastante específico: com muita insolação no verão, clima quente e com um solo branco e muito especial chamado de Albariza - trata-se de uma areia um pouco mais grossa que permite que as poucas chuvas que caem na região penetrem no solo e alimentem as raízes das videiras, refletindo a luz intensa da região e amenizando o calor que penetra no terreno.

    produção E CARACTERÍSTICAS

    A produção do vinho Jerez é bastante especial, possuindo características e identidade únicas no mundo, impossíveis de serem reproduzidas fora de sua região de origem. Há um sistema forte de regulamentação e fiscalização que não permite que os produtores vinifiquem além do seu limite ou utilizem uvas de menor qualidade.

    A Palomino, principal uva utilizada na produção do Jerez seco, origina naturalmente vinhos mais neutros e pouco ácidos, sem muito corpo.

    A diferença da produção do vinho Jerez para os demais tipos de vinho começa após o término da fermentação, quando acontece a adição de aguardente vínica no mostro, o que caracteriza o Jerez como um vinho fortificado e seco.

    Antes da adição da aguardente vínica, os vinhos-base são separados em dois grupos. Um deles terá seu teor alcoólico elevado à 15,5°C e se destinarão à categoria de Jerez Fino e, os que terão o teor alcoólico entre 18 e 19°C, se destinarão à categoria de Jerez Oloroso.

    Ambos os estilos passarão para a próxima etapa  - o estágio em barricas velhas de carvalho americano com cerca de 600 litros de capacidade, também chamadas de bota. Esse processo de envelhecimento é conhecido como sistema de soleira.

    O segundo fator responsável pelas características exclusivas do vinho Jerez trata-se da brisa úmida que vem do mar.

    Sistema de soleira

    Esse sistema é composto por diversas barricas de carvalho de 600 litros que ficam dispostas em diferentes níveis, cada um com vinhos de diferentes idades e, geralmente são empilhadas de forma que os vinhos mais antigos fiquem nos barris de baixo e os mais novos, no topo.

    Durante o envelhecimento, move-se uma certa quantidade de vinho Jerez entre os níveis, do mais alto e jovem ao mais baixo e antigo. Assim, o vinho engarrafado é originário da mistura de vinhos de diferentes idades e consegue manter uma consistência excelente de sabores e aromas.

    estilos de vinho jerez

    No estilo Fino, ocorre um fenômeno tipicamente associado ao local, que é a formação, dentro dos barris, de uma película na superfície do líquido que o protege contra a oxidação. Para que isso seja possível, a barrica nunca é preenchida por completo e o vinho ocupa cerca de 2/3 do volume da barrica.

    Essa película protetora é uma espécie de véu de leveduras naturais que se forma na superfície da bebida em condições muito específicas e é chamada de véu de flor. No estilo Fino, esse véu garante ao vinho Jerez seus tons claros, aromas delicados e um paladar mais seco e refinado. 

    O estilo Manzanilla tem características bem semelhantes ao Fino mas é produzido apenas na cidade de Sanlúcar de Barrameda, ao noroeste de Jerez de la Fronteira e próximo à foz do Rio Guadalquivir. O microclima mais ameno e úmido e a proximidade do mar permitem a formação de um véu de flor mais espesso, preservando mais o líquido e resultando num vinho ainda mais claro, seco e leve com um toque salino.

    Tanto o Fino quanto o Manzanilla são vinho Jerez frágeis e, apesar de fortificados, é recomendado que após abertos sejam conservados da forma correta, até mesmo utilizando-se um vacuvin para preservar as características deste vinho espanhol. Para que possa ser mais bem apreciado, a sugestão é que sejam servidos mais gelados, em torno de 8°C. Ideais para apreciar antes das refeições pois limpam e preparam as papilas gustativas, também combinam perfeitamente com as entradas típicas da cozinha espanhola como as tapas, azeitonas, anchovas, gazpacho, jamón e até mesmo com comida japonesa como sashimis e temakis, peixes e frutos do mar.

    Já no estilo Oloroso, por apresentar mais álcool que os anteriores, não acontece o fenômeno do véu de flor e o vinho fica exposto à oxidação. Por conta disso, possui uma coloração mas âmbar bastante intensa e um sabor mais marcante. Sendo assim, essa é uma opção de vinho Jerez para acompanhar pratos mais condimentados. Apresenta um aroma de frutas oleaginosas como avelã, nozes e amêndoa bem como damasco e figo. É uma deliciosa opção para servir com pratos mais pesados como cassarolas e ensopados de carne, e, principalmente, rabada. Indica-se que seja servido em torno de 12° e 14°C.

    Além dos estilos de Jerez citados acima, encontramos também o Amontillado, um intermediário entre os mencionados anteriormente. Esse estilo é produzido inicialmente como um Fino, mas permanecem em barricas por um tempo maior. Com isso, o teor de álcool vai aumentando e o véu de flor vai diminuindo, permitindo um processo gradual de oxidação ao vinho. É uma ótima combinação para servir com pratos agridoce, caldos de peixe e queijos mais maduros. bem como aspargos e alcachofra. Recomenda-se que seja servido em torno de 12° e 14°C.

    O estilo Pedro Ximenez é um Jerez doce, bem escuro e denso que leva o nome da uva Pedro Ximenez, a qual origina este tipo de vinho. A Pedro Ximenez é uma uva branca de pele muito fina originária, em sua maioria, da região de Montilla-Moriles, onde o clima é mais ameno. A uva é deixada para secar ao sol, concentrando seus sabores, aromas e açúcares. Com notas florais e aromas de mel e frutas secas, é bastante encorpado e escuro, muito versátil, sendo a opção ideal para servir com sobremesas a base de frutas e até sorvetes, à temperatura de 10° e 12°C.

    CURIosidade - VÉu de flor

    O “véu de flor” é delicado e suscetível às condições do ambiente, mas protege o vinho da oxidação, isolando-o do ar, enquanto gera os aromas característicos dos Finos. Na região de Montilla, durante os meses de julho e agosto quando o calor é muito, o desenvolvimento da flor é praticamente interrompido. Na cidade de Jerez de la Frontera, o fenômeno acontece o ano todo e, em El Puerto de Santa Maria e Sanlúcar de Barrameda as brisas e a influência do marítima fazem com que o véu seja ainda mais espesso e uniforme, permitindo o crescimento de leveduras diferentes.

    La Ina


    Desde 1919 La Ina produz vinhos Jerez de extraordinário prestígio e fama quase mítica no sul da Espanha e, hoje é considerado um dos maiores nomes de Jerez do mundo, produzindo exemplares de grande elegância e tipicidade. 

    Confira os deliciosos exemplares de La Ina e apaixone-se por esse estilo de vinho.

    Seleção de Blends pontuados

    Irmãos Unidos Tinto

    Caves São João

    O polêmico Randal Grahm talhou este delicioso vinho de sobremesa com a casta Viognier nos...

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