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Tipos de vinho

Qual a diferença entre vinhos tintos e brancos? E os rosé, porque têm esse nome? Porto, Madeira, Marsala, Jerez, existe diferença entre eles? Quantos tipos de vinhos existem? Antes de escolher o seu vinho, reserve um tempo para conhecer alguns detalhes que poderão ser uteis no momento de desvendar segredos dessa bebida sublime.

Antigamente, um bom vinho tinto demorava alguns anos para ficar pronto e no ponto correto de ser bebido. Quando ainda muito jovem, era normalmente muito tânico, duro, difícil de agradar. Hoje em dia, graças aos avanços da enologia, a maioria já pode ser bebida logo que chega ao mercado. Mas isso não muda o fato de que os melhores vinhos tintos continuam evoluindo por anos na garrafa.

Os tintos mais leves, como os italianos Bardolino e Valpolicella e os chilenos mais simples, não ganham nada sendo guardados na garrafa. O melhor é consumi-los logo que são lancados. Porém, isso não quer dizer que eles não possam ser guardados durante uns 4 ou 5 anos. Os tintos de corpo médio ficam melhor se guardados até uns quatro anos após a colheita e depois de conservam bem por mais uns dois ou três anos. Já os grandes tintos, como os Barolo e Bordeaux, por exemplo, ficam excelentes se guardados por uns oito ou dez anos. Depois, os das melhores safras podem ser conservados por mais uns cinco ou dez anos. Mas tudo isso só é válido quando o vinho é conservado da maneira correta, com as garrafas mantidas na posição horizontal, num local escuro e com temperatura inferior a 18° ou 20° C. Se armazenados a 25° C duram a metade do tempo.

Já a maioria dos vinhos brancos pode ser bebida logo que chega ao mercado e não precisa envelhecer, ou melhor, não melhora com o tempo. Os brancos mais simples, como o italiano Francati, o Salvignon Blanc chileno ou a maior parte dos brancos nacionais, duram bem uns dois ou três anos após a colheita. Os que têm mais acidez e maior teor alcoólico duram mais.

Já os grandes vinhos brancos, principalmente os elaborados com as uvas Chardonnay, Riesling e Chenin Blanc, melhoram bastante com o envelhecimento em garrafa. Os melhores Borgonha brancos e os melhores Riesling alemães ou alsacianos costumam melhorar por até dez anos, desde que bem conservados, é claro.

Muita gente acredita que os vinhos rosé são, simplesmente, a mistura de um vinho tinto e branco. Isso, inclusive é proibido na maioria dos países produtores. O melhor método de produção é aquele em que as uvas tintas são prensadas e a fermentação alccolica é feita no mosto em presença das cascas. Após dezoito a vinte quatro horas, as cascas são retiradas e o mosto continua a fermentar como se fosse um vinho branco. O resultado em um rosé de bela coloração, bastante aromático. Os rosés geralmente são envelhecidos em barricas de carvalho porque são mais leves, feitos para serem bebidos jovens. Os melhores vinhos rosé são aromáticos e muito charmosos, combinando bem com pratos da cozinha mediterrânea. O mais famoso da França é o ótimo Tavel, produzido no sul da região do Rhône. Há também o Resé d’Anjou, mais simples e informal, produzido no vale do rio Loire. Na Itália, são denominados Rosato e, embora não tenham tanta projeção, um deles se destaca como um dos melhores do mundo. Na Toscana os melhores rosados são acompanhamento perfeito para massa ao molho vermelho e carnes grelhadas.

Para produzir vinhos secos utilizam-se uvas maduras que são colocadas para fermentar até que praticamente todo o açúcar se transforme em álcool. É o processo mais natural e simples de produzir vinho.

Existem basicamente duas formas de produzir vinhos doces, com uvas supermaduras ou pela adição de álcool para interromper a fermentação. Quando se adiciona álcool, consegue-se o chamado vinho doce natural, como o francês Muscat de Beaumes de Venise. Mas os melhores vinhos doces são produzidos mesmo com as uvas com alta concentração de açúcar.

Todo vinho é produzido pela fermentação das uvas, que transforma o açúcar da uva em álcool. E nesse processo acontece a liberação de gás carbônico, que normalmente se perde na atmosfera porque a fermentação acontece em tanques ou toneis abertos. Entretanto, se o gás for aprisionado no líquido, temos vinhos espumantes!

Existem duas maneiras de segurar o gás. A melhor é a utilizada na produção do champagne e outros espumantes finos. Primeiro se produz e engarrafa um vinho branco normal, depois se coloca um pouco de açúcar e fermento dentro da garrafa, arrolha-se e as garrafas são guardadas. Com isso, uma nova fermentação começa dentro da garrafa. A outra forma consiste em produzir um vinho branco normal e depois adicionara mistura de açúcar e fermento dentro do tanque, hermeticamente fechado, onde começa a segunda fermentação.