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Monica

A uva Monica, variedade tinta encontrada exclusivamente na ilha da Sardegna, costa oeste da Itália, apesar de sua popularidade desconhecida, é uma das principais variedades da região, dando origem a vinhos simples, ideais para serem degustados no dia a dia.

Os vinhos elaborados a partir da Monica costumam ser exemplares de médio corpo, com bons taninos, sabores de frutas vermelhas e herbáceos, onde muitas vezes apresentam também um tom terroso.

Acredita-se que essa variedade tenha sido trazida para a ilha da Sardegna por conquistadores espanhóis junto com a uva Grenache, conhecida na região como Cannonau. No entanto, não existem confirmações sobre essa afirmação, já que muitos pesquisadores acreditam que o nome Monica é utilizado para qualquer variedade independente cultivada na Sardegna.

Os baixos níveis de acidez da uva e os elevados rendimentos na vinha são ideais para a produção de vinhos de mesa. A vinha é bastante popular entre os produtores, visto que é fácil de cultivar. Apesar disso, alguns cuidados são necessários, a fim de que os frutos não fiquem tão maduros, produzindo vinhos com níveis excessivos de álcool.

O principal papel da uva Monica está na denominação de origem Monica di Sardegna, onde são elaborados vinhos espumantes ou semi-espumantes, os tradicionais frisantes. Nesta área, os vinhos podem ser produzidos também com outras variedades tintas, embora a uva Monica deva compor 85% da mistura. Além disso, a casta é utilizada nos vinhos Monica di Gagliari, podendo apresentar estilos fortificados secos e/ou doces.

Nas denominações de origem em que a uva é utilizada os rendimentos das suas vinhas são bastante altos, e os produtores optam pela elaboração de vinhos de mesa simples, sem incentivos para experimentar a Monica com rendimentos mais baixos. Contudo, tal cenário está passando por mudanças e os primeiros “experimentos” tem mostrado resultados promissores.