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Malvasia Nera

A uva Malvasia Nera, ou Preto Malvasia como também é conhecida, é o membro com a pele mais escura de toda a família Malvasia. Trata-se de uma variedade extremamente aromática e de pele fina, podendo ser utilizada na elaboração de vinhos doces, espumantes ou secos, bem como nos vinhos passito e em alguns rosés.

Devido a coloração profunda e densa que a uva Malvasia Nera apresenta, os vinhos elaborados com esta variedade exibem coloração vermelho-rubi, bem como de leve a médio corpo e sabores de cerejas e ameixas, em alguns casos.

Trata-se de uma uva cultivada em quase todas as regiões vinícolas da Itália e no Mediterrâneo, onde é utilizada com maior frequência ao lado de outras uvas do que na elaboração de vinhos varietais. Os melhores varietais Malvasia Nera são produzidos em duas denominações de origem do Piemonte – Malvasia di Casorzo e Malvasia di Castelnuovo Don Bosco.

Mais ao sul, na Puglia, a uva Malvasia Nera é utilizada ao lado da tradicional Negroamaro, especialmente, em Salice Salentino. Além disso, a variedade também é encontrada na região da Umbria, onde é utilizada com menor frequência.

Na Toscana, até a década de 1990, era uma prática comum a utilização da Malvasia Nera com a uva Sangiovese, onde a Malvasia Nera era responsável por acrescentar um caráter mais complexo e rico que complementava a natureza rústica da Sangiovese.

No entanto, com o decorrer dos anos, a Malvasia Nera vem perdendo espaço na região da Toscana, sendo substituída pela tradicional Cabernet Sauvignon, que apresenta características semelhantes com as da Sangiovese, resultando em expressões mais ousadas e pronunciadas.

O Turriga Isola Dei Nuraghi IGT, do produtor Argiolas, é produzido com as uvas Cannonau, Carignano, Bovale Sardo e Malvasia Nera, cultivadas em vinhedos que datam de 1975 na região de Selegas. Este vinho tinto é, para muitos, uma das maiores expressões da Sardenha.

O guia Duemilavini classificou o vinho tinto com os máximos “cinque grappoli” na safra de 2005, que o descreveu como um exemplar de absoluta e rara fineza. Robert Parker, que concedeu 93 pontos para a mesma safra, aponta o caráter encorpado e super rico do vinho tinto.