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Rhône

Região onde se produz o aclamado vinho Châteneuf-du-Pape, esta região é tradicionalmente conhecida por sua produção vinífera milenar e pelo rio que dá nome a ela: o Rhône, que nasce na Suíça, recorta o sudeste da França e deságua no Mediterrâneo. Durante o seu trajeto, banha os vinhedos que, juntos, formam uma das maiores regiões vinícolas da França, com cerca de 65 mil hectares.

Desde a época dos gregos e dos romanos o rio foi uma importante rota comercial e ajudou a transmitir influências culturais entre os diferentes povoados à sua volta. O Vale do Rhône, que se formou ao longo do seu curso, se divide em três sub-regiões com tradições, climas, solos, terroirs e qualidades distintas. São o Rhône do Norte, o Rhône do Sul e o Distrito de Die, ao leste, próximo dos alpes franceses.

O Rhône do Norte ou Rhône Setentrional é responsável por apenas 5% dos vinhos da região, com excelentes vinícolas como a renomada Clos de L’Oratoire des Papes, que elabora o tinto Châteneuf-du-Pape com as uvas Grenache, Syrah, Mourvède e Cinsault, provenientes de vinhas com cerca de 40 anos de idade e que recebeu 91 pontos da Wine Spectator na safra 2009, a última avaliada pela publicação norte-americana.

Da mesma forma, o branco tem surpreendido especialistas e connaisseurs. Uma raridade em Châteauneuf du Pape, é elaborado com as castas Grenache Blanc, Clairette, Roussanne e Bourboul, com contato prolongado com as borras finas das leveduras. Um vinho branco incrivelmente aromático e floral, que mereceu 17/20 pontos de Jancis Robinson na safra 2010. Ele também mereceu 90 pontos da Wine Spectator, que o descreveu como: “maduro, em um estilo exuberante com um toque amanteigado que derrete em camadas de pêssego, melão e pera”. Por trás dessa invejável performance está o know-how de um dos enólogos mais admirados do Vale do Rhône, Didier Couturier – um verdadeiro mestre em extrair os aromas e sabores mais puros de seu terroir. Os estilosos rótulos retrô dos vinhos de Clos de L’Oratoire des Papes são uma atração à parte. O desenho do rótulo, criado em 1926, foi inspirado em uma pequena capela do século XVIII instalada entre os vinhedos e permanece tal e qual antigamente. Estes Châteauneuf du Pape estão certamente entre as melhores compras da região e contam com a chancela do cultuado produtor Ogier.   

Já o Rhône do Sul, também chamado de Rhône Meridional é a região que produz a maior quantidade e oferece vinhos menos complexos como os Côtes du Rhône ou Côtes du Rhône-Villages. Nessa sub-região, os tipos de uva mais utilizados com sucesso são as castas Syrah, Mourvédre e Grenache.

Em Die são produzidos ótimos vinhos espumantes conhecidos como Clairette de Die e Cremant de Die, além de excelentes vinhos brancos, como o Muscat de Beaumes-de-Venise.

Com castelos medievais e viticultura secular, toda a região oferece belíssimos passeios, excelentes vinhos, comida surpreendente e muita história como a que dá origem ao nome do vinho mais famosos da região, o Châteneuf-du-Pape ou Castelo Novo do Papa. Quando o Papa Clemente V chegou à região, no século XIV, em 1309, ele passou a estimular o plantio de uvas viníferas no vilarejo. Seu sucessor, o Papa João XXII, ficou ainda mais conhecido por desenvolver as chamadas videiras papais que depois deram nome ao incomparável vinho.

Os vinhos AOC/AOC (Appellation d’Origine Contrôlée/Protegée) mais reconhecidos da região, além do Châteneuf, são: Côte-Rôtir, Condrieu, Château-Grillet, Saint-Joseph, Hermitage, Crozes-Hermitage, Cornas, Saint-Péray, Côtes-du-Rhône, Côtes-du-Rhône Villages, Gigondas, Vacqueyras, Lirac, Tavel e os tradicionais Vins Doux Naturels: Muscat de Beaumes-de-Venise e Rasteau.

Com grande diversidade de estilos, a região do Rhône elabora vinhos de ótima qualidade e reputação, reunindo uma tipicidade marcante em suas diversas regiões e microrregiões. Tanto os vinhos tintos quanto os vinhos brancos são capazes de surpreender com sua riqueza de aromas e sabores.