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Progreso

Progreso é uma das duas principais regiões vitícolas na região de Canelones, no Uruguai. Localizada ao sul de Juanico, está a aproximadamente 16 quilômetros de Montevidéu e a 25 quilômetros do mar.

A paisagem ao redor de Progreso é plana e de baixa altitude, variando de 30 metros a 60 metros, no máximo, o que mantém o terroir da região muito estável. A alta densidade de videiras nos arredores de Progreso e Juanico fazem essa área ser reconhecida como “o coração dos vinhos uruguaios”.  São plantadas mais videiras da casta Tannat por lá do que em qualquer outro lugar do mundo, até mesmo do que em Madiran na França.

No entanto, os vinhos de Progreso são feitos a partir de outras uvas além da Tannat. Um número de diferentes variedades internacionais é utilizado, incluindo castas de pele clara como a Pinot Blanc, Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Entre as uvas de vinho tinto populares em Progreso estão: Syrah, Cabernet Franc e Merlot.

A autodenominada Bodega Experimental Viña Progreso, do enólogo Gabriel Pisano tem se destacado entre os produtores de vinho da região. Seus vinhos são modernos, frutados e de estilo jovem, o que reflete sua visão pessoal do que são os vinhos uruguaios, principalmente dessa região.

Gabriel literalmente nasceu em um vinhedo, em 1983. Estudou Enologia na Uruguayan Vine & Wine School e, desde então, vem explorando técnicas e tentando criar novos vinhos, jamais feitos por alguém. Uma de suas criações mais originais e raras é o Brut Nature Tannat Black Sparkling, o único vinho espumante do mundo feito pelo tradicional método champenoise com a uva Tannat.

Sua outra criação, o celebrado vinho EtXe Oneko Liquor of Tannat, também traz algo criativo e inusitado: um vinho feito com as uvas Tannat que combina as técnicas de vinificação do vinho do Porto (português) e do Amarone (italiano).

Pisani também é o primeiro uruguaio a elaborar vinhos fermentados em barricas de carvalho abertas no país. Um destes exemplares é o tinto Elisa's Dreams Open Barrel, um Tannat com produção minúscula. Um incrível tinto cheio de personalidade passa também por desengace manual, uso de leveduras indígenas e pigeage e prensagem à mão - 186 garrafas apenas, 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês, mostrando aromas delicados de frutas vermelhas e um interessante toque de cogumelo. O palato é denso, rico e generoso, com notas de compota de frutos silvestres e um macio toque de madeira. Uma curiosidade é o rótulo estilizado, criado pela tia de Gabriel que, não por acaso, se chama Elisa.