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Deuxième vin

Os “segundos vinhos de grandes castelos”, conhecidos popularmente como Deuxième Vins, conquistaram ampla popularidade no mercado dos vinhos, tornando-se marcas fortes e que trazem alta rentabilidade para os seus proprietários.

Presentes há mais de 30 anos no mercado, estes “segundos vinhos” permitem que grandes vinhos produzidos em châteaux com altos níveis de qualidade sejam comercializados a preços mais acessíveis. Isto é possível porque a montagem destes exemplares, muitas vezes, é diferente do que os tradicionais, mas o envelhecimento e o processo de vinificação são realizados pela mesma equipe, onde estes Deuxième Vins são beneficiados pelo nome de elevado prestígio do produtor.

Os Deuxième Vins surgiram na França quando houve um grande aumento do preço e os vinhos se tornaram quase que inacessíveis. Logo, os produtores perceberam que possuíam grandes litros da bebida para oferecer aos consumidores, litros estes que passavam por um processo de vinificação igual aos outros e eram elaborados a partir de grandes colheitas, mas que, no entanto, eram considerados como “segunda linha” para serem rotulados com nomes de grande prestígio.

Os segundos vinhos de uma vinícola são produzidos com uvas cultivadas no mesmo solo dos grandes vinhos e recebem a mesma atenção durante sua elaboração. Na maioria das vezes, estes vinhos são vendidos em um período de tempo menor, quando comparado com os grandes vinhos.

Os Deuxième Vins não apresentam a mesma complexidade e potência encontrada nos grandes vinhos, principalmente, nos com um bom potencial de envelhecimento, isso se deve, principalmente, porque a maior parte dos segundos vinhos são exemplares jovens. Estes vinhos são produzidos em grande escala e possuem uma menor capacidade de envelhecimento, menor expressão e finesse.

Um exemplo deste tipo de vinho é o Château Gouleé Rouge, um vinho tinto elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot. Trata-se de um exemplar elaborado sob a batuta de Bernard Magrez, tornando-se um Haut-Médoc estonteante, segundo o crítico Robert Parker.