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Cru classé (Médoc/Graves)

Oitenta anos antes da legislação vinícola ser estabelecida na França, os sindicatos e negociantes já haviam se organizado para estabelecer uma hierarquia entre a qualidade dos vinhos produzidos. Na metade do século XX, ocorreu um aumento significativo no número de produtores na região e, pela falta de parâmetros.

Muitos destes produtores se aproveitavam da tradição de Bordeaux e vendiam vinhos com qualidade baixa, produzidos sem grandes cuidados, fator este que preocupou os proprietários de grandes e tradicionais châteaux. Com isso, alguns especialistas do mundo do vinho se reuniram e, em 1855, divulgaram a classificação dos vinhos de Bordeaux.

Embora a relação que abrangia 87 vinhos que mereciam a classificação de crus, segundo o entendimento das pessoas que trabalhavam no sindicato, tenha ajudado a organizar a avaliação e os preços dos vinhos, muitos produtores e enólogos saíram descontentes com este resultado. Na região de Médoc, a hierarquia dos Crus Classés permaneceu da seguinte maneira: 5 Premiers (4 do Médoc e 1 de Graves); 14 Deuxièmes (ou Séconds); 14 Troisièmes; 10 Quatrièmes; e 18 Cinquièmes.

Como oposição as rígidas regras da classificação de 1855, o sindicado de produtores da região de Médoc decidiu criar uma classificação conhecida como Cru Bourgeois em 1932 para tentar “reverter” os maus resultados nas vendas de alguns produtores.

Cru Bourgeois, ou crus burgueses, já que os Classés seriam mais “aristocráticos”, foi consolidado entre os anos de 1966 e 1978. Os vinhos classificados como Crus Bourgeois podem pertencer a três grupos - crus bourgeois exceptionnels, grands crus bourgeois ou crus bourgeois – em ordem de importância.

Se por um lado a qualidade de alguns Cru Classés oscilou em mais de meio século desde sua criação, por outro é possível encontrar vinhos Cru Bourgeois desde medianos e um pouco melhores que um Bordeaux genérico, até excelentes, que superam no quesito qualidade alguns Cru Classés de menor personalidade.